Biografia

Jacques Brel nasceu no dia 8 de Abril. Eu também. Alfred Hitchcok andou nos Salesianos. Também eu. Tanto F. Scott Fitzgerald como Fernando Pessoa tiveram o seu namoro com a Publicidade. Confere. E Michael Lewis chegou a trabalhar na City de Londres. Check. Não consta que nenhum dos nomes anteriores tenha tido uma banda de Hip-hop – há que copiar os mestres mas saber ter alguma originalidade, digo eu.

Dos Salesianos para o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas na Junqueira, onde me licenciei em Comunicação Social. Mas antes do canudo, juntei-me aos Líderes da Nova Mensagem para promover a primeira compilação de Hip-hop em Portugal – CD Rapública (Sony 1995) – e  tocar no festival de Vilar de Mouros em 1996. Antes dos Líderes da Nova Mensagem fecharem a loja ainda tivemos tempo de gravar um álbum Kom Tratake que ficou na história da música portuguesa como o primeiro a fundir Hip-hop com Fado. Pouco depois, ajudei a fundar os dR. Estranhoamor que tiveram algumas músicas em telenovelas e escrevi letras para bandas como os Santos e Pecadores ou a Viviane (ex- Entre Aspas)… Paralelamente, andei pelas redações do Jornal de Notícias e do Diário Económico, escrevi roteiros turísticos no ICEP e para o Turismo de Portugal e daí saltei para a publicidade. Gravei o álbum Os Crimes do dR. estranhoamor e Outras Estórias dos dR. Estranhoamor e a um mês do lançamento despedi-me da banda e de Lisboa e fui para Londres onde trabalhei como Gestor de Marketing e Comunicação num dos maiores bancos asiáticos. Depois de muitas aventuras, e já de volta à casa de partida, juntei-me ao Luís Sítima para com ele escrever A Corporação Invisível, um thriller de contornos conspirativos passado na City de Londres e que nos deu um gozo enorme a engendrar  – roendo maçãs, como fazia a Agatha Christie.